segunda-feira, 17 de maio de 2010

Resenha

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA
CURSO: COMUNICAÇÃO SOCIAL - JORNALISMO
OFICINA DE ASSESSORIA EM COMUNICAÇÃO
PROFESSOR: JOADIR ANTONIO
ALUNA: CAMILA PERES VENIS – UC05070153


MAFEI, Maristela. Assessoria de imprensa. Como se relacionar com a mídia. São Paulo: Contexto, 2009.
Construir e solidificar a imagem de uma empresa, um político, uma instituição. Essa é a tarefa que Maristela Mafei ensina por meio do livro Assessoria de Imprensa. Para alcançar essa conquista, o profissional precisa de muito jogo de cintura, além da bagagem. A postura que a autora assume diante de seus leitores não é ilusória, por isso e por outros motivos, o livro é bom par a futuros profissionais e para os que estão no mercado e precisam se readequar.
A experiência da autora traz confiança no que ela escreve. Anos e anos corridos como jornalista fizeram com que ela entendesse as atitudes da imprensa. O receito contra assessores ainda existe, mas a postura do profissional com seriedade, verdade e inteligência abre espaço para ele colocar em prática o trabalho. Manter um bom relacionamento com a imprensa é essencial. Isso não significa puxar o saco. Todos podem pagar um alto preço, se esse relacionamento não for profissional e verdadeiro. Afinal, a comunicação lida com a verdade, o público não pode ser enganado, uma vez que isso ocorra, resolver o problema será mais difícil.
Por todas as transformações que a comunicação adquire, o assessor de imprensa não pode ficar estacionado apenas ligando e respondendo e-mails de jornalistas. O trabalhão de uma assessoria é bem mais amplo, é mutável. “O assessor de imprensa que o mercado busca é aquele profissional inquieto e arrojado, capaz de antecipar cenários e de desenvolver prognósticos para os assessorados”. (MAFEI, 2009. Pág.14). Sempre com os conceitos éticos presentes no trabalho, mentir e enganar é papel de ator, de contador de piada.
Os jornalistas que optaram por serem assessores devem fazer isso com seriedade. A comunicação já foi alvo de preconceito por não ser aceita como uma profissão que exija estudo, etc. os jornalistas perderam até o diploma, mas órgãos como a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), fundada em 1967, ajuda a manter a profissionalização da comunicação no país. Dentro da comunicação existem divisões onde cada profissional deve atuar, em muitos locais, o trabalho acontece de maneira integrada. A competição existe, mas o espírito de equipe deve ser maior. Ao bom profissional a multidisciplinaridade é a grande sacada.
Muitas subdivisões são feitas e nascem a cada dia dentro da comunicação. Não temos mais um segmento dividido entre jornalismo, relações públicas e publicitário. A autora fez um guia para ajudar nessas subdivisões. São elas: Relações institucionais, Comunicação corporativa, Comunicação interna, Responsabilidade social, Marketing institucional, Relações com investidores, Governança corporativa, Assessoria de imprensa e Relações públicas.
São muitas áreas, a de destaque na obra (assessoria de imprensa) percorre as mais de 100 páginas com novas idéias, porem com um mesmo rumo: a boa imagem. O assessor deve deixar claro o seu papel, porque nem sempre vai lidar com um assessorado que compreende a comunicação, por isso, deve deixar claro as melhores atitudes, como proceder e o cuidado que se deve ter com a mídia.
As ferramentas de comunicação servem para mostrar os “frutos” desse trabalho e também as direções que se deve seguir. O clipping é um exemplo disso. Os releases são outra ferramente de muita importância e que devem ser feitos para somar, não simplesmente para vender pauta. É necessário saber o que a mídia está falando, como a mídia vê o seu cliente. O assessor, mais do que qualquer outro profissional dentro da empresa, deve saber tudo sobre ela, sua história, seus clientes, se a concorrência, etc. até que esteja preparado para traçar as decisões, os rumos que se deve tomar perante aquela realidade. Cada cliente é um, é único. “É hora de mostrar a que veio... não existe receituário de estratégias a seguir”. (MAFEI, 2009. Pág. 65).
O livro não trata de uma área que não pode ter eficácia medida, provada. Ao contrário, os resultados podem ser matematicamente demonstrados. É através do resultado obtido pela mídia que comprovaremos se estamos com boa imagem, se estamos com um bom relacionamento, se estamos conseguindo chegar às pessoas.
Maristela nos traz um ensinamento geral sobre as atividades e o sucesso do assessor de imprensa. Ela coloca situações cotidianas e simples e também aquelas inesperadas que o profissional deve saber enfrentar. O livro é um conselheiro. As mais variadas situações são abordadas: o cliente que não quer falar com a imprensa, o que não sabe falar, os jornalistas que são como metralhadoras e não param de interrogar, etc. O assessor está ali para manter a situação “dentro dos limites”.
O assessor de imprensa é alguém preparado para lidar com o que já foi citado, mas principalmente com as chamadas crises. “Deixar a crise seguir o próprio rumo, correndo solta e sem que você tome as rédeas da situação, é a pior alternativa”. (MAFEI, 2009. Pag. 111).
É preciso estar a frente das situações, é necessário quebrar a cabeça e já apontar saídas antes que o barco afunde. Essa pró-atividade fica bem clara no texto. Os profissionais, os futuros profissionais de comunicação e todos aqueles que querem entender a mídia e entender como se deve apresentar diante dela para ter respeito, sem fazer jabá, sem querer caminhar pelo lado da obscuridade. Vale a dica: assessoria de imprensa. Como se relacionar com a mídia.

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